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sexta-feira
Censura Livre é o tema do MicroTrio 2018
Quando a censura é livre, não existem restrições; nem de idade, nem de criatividade para se expressar através da música e de encontros transformadores. O MicroTrio de Ivan Huol quer cantar a plenos pulmões “É proibido proibir”, e sai às ruas de Salvador no Carnaval 2018 com o tema Censura Livre, em cinco dias de festa onde o folião encontra na pipoca do primeiro microtrio da folia baiana um espaço livre para reforçar a ideia de que a diversidade estética/sonora/intelectual/comportamental da rua é a verdadeira essência da folia baiana.
A cenografia do MicroTrio de Ivan Huol em 2018 é mais uma vez assinada pelo o artista plástico, designer e cenógrafo Ray Vianna, que traz peças clássicas e modernas de artistas como Michelangelo, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Botero, Picasso e Caribé, juntas e misturadas, para fantasiar nosso carro e brincar com a ideia de que a Arte sempre foi – e sempre será – livre. O carnaval Cesura Livre do MicroTrio de Ivan Huol é afeito a pessoas; agrega todas as tribos e não tem preconceito de gêneros, religiões ou idades. O tema Censura Livre reforça, portanto, uma característica que vem solidificando a paixão do folião pelo carnaval do MicroTrio; a de fugir de rótulos e, assim, transformar as ruas no palco principal de quem está disposto a vestir a fantasia e tirar as “máscaras”, revelando a verdadeira face do carnaval: a liberdade!
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sábado
Cinco peguntas para Ray Vianna sobre o MicroTrio de Ivan Huol
O currículo do cara não é pequeno... Ele é artista visual, designer e cenógrafo, com um trabalho que se confunde com o imaginário recente do próprio carnaval baiano. Afinal, Ray Vianna já produziu para artistas e blocos de gente como Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Netinho e Margareth Menezes, entre outros.
Foi dele, por exemplo, a identidade visual da Timbalada, que no início dos anos 1990 gerou a pintura tribal que correu o mundo e que ainda hoje é uma forte referência do nosso carnaval.
Na área das artes visuais, produz telas e esculturas explorando vários materiais, técnicas e temáticas. Um de suas obras recentes é Caramuru-Guaçu, escultura em aço localizada em Piatã. A peça dialoga com outra obra sua feita em aço: Odoyá, escultura em homenagem a Yemanjá, localizada na rua da Paciência, no Rio Vermelho.
Esse ano é ele quem assina a cenografia do carnaval do Pelourinho (junto com o artista João Teixeira) e a identidade visual do MicroTrio de Ivan Huol, após ter oferecido para o próprio Ivan se integrar ao projeto.
Então, fizemos cinco perguntas para Ray:
Por que você se ofereceu para trabalhar com o MicroTrio de Ivan Huol? O que lhe atrai no projeto?
Ray - Em primeiro lugar, eu sou um folião do Micro Trio. Adoro! Acho uma das melhores coisas do carnaval. Músicos e repertório excelentes, atrai pessoas legais e o clima muito astral e animado. Em segundo, admiro Ivan como empreendedor e seus projetos. Portanto, fico afim de participar disso, de contribuir.
O que achou do tema "Família Colorida", escolhido para esse ano?
A princípio achei um pouco estranho, desafiador. Mas depois achamos o caminho. E acho que é um tema atual, estimulante para a conscientização das mudanças da sociedade.
Quais foram os pontos de partida e a inspiração para criar a identidade visual para o MicroTrio?
Achei muito pertinente usarmos uma linguagem que representam famílias que vemos nos automóveis colados em adesivo. Trata-se de uma linguagem já conhecida do público e propomos aqui de uma outra maneira. As famílias foram criadas de forma a mostrar uma grande diversidade. Família tradicional, gays e até ETs. Quase todos são contemplados.
Qual a diferença de produzir a identidade visual para o MicroTrio e para um bloco grande, tradicional?
Só o tamanho das peças. O desafio em termos de criação é o mesmo. Como se trata de um ótimo produto, tenho o prazer de fazer parte disso.
Como você acha que as pessoas vão reagir à sua criação?
Espero que elas curtam! Que brinquem com aquele objeto, que se juntem formando novas famílias e brinquem com a diversidade – e que, quando cansar, passe para outros.
Foi dele, por exemplo, a identidade visual da Timbalada, que no início dos anos 1990 gerou a pintura tribal que correu o mundo e que ainda hoje é uma forte referência do nosso carnaval.
Na área das artes visuais, produz telas e esculturas explorando vários materiais, técnicas e temáticas. Um de suas obras recentes é Caramuru-Guaçu, escultura em aço localizada em Piatã. A peça dialoga com outra obra sua feita em aço: Odoyá, escultura em homenagem a Yemanjá, localizada na rua da Paciência, no Rio Vermelho.
Esse ano é ele quem assina a cenografia do carnaval do Pelourinho (junto com o artista João Teixeira) e a identidade visual do MicroTrio de Ivan Huol, após ter oferecido para o próprio Ivan se integrar ao projeto.
Então, fizemos cinco perguntas para Ray:
Por que você se ofereceu para trabalhar com o MicroTrio de Ivan Huol? O que lhe atrai no projeto?
Ray - Em primeiro lugar, eu sou um folião do Micro Trio. Adoro! Acho uma das melhores coisas do carnaval. Músicos e repertório excelentes, atrai pessoas legais e o clima muito astral e animado. Em segundo, admiro Ivan como empreendedor e seus projetos. Portanto, fico afim de participar disso, de contribuir.
O que achou do tema "Família Colorida", escolhido para esse ano?
A princípio achei um pouco estranho, desafiador. Mas depois achamos o caminho. E acho que é um tema atual, estimulante para a conscientização das mudanças da sociedade.
Quais foram os pontos de partida e a inspiração para criar a identidade visual para o MicroTrio?
Achei muito pertinente usarmos uma linguagem que representam famílias que vemos nos automóveis colados em adesivo. Trata-se de uma linguagem já conhecida do público e propomos aqui de uma outra maneira. As famílias foram criadas de forma a mostrar uma grande diversidade. Família tradicional, gays e até ETs. Quase todos são contemplados.
Qual a diferença de produzir a identidade visual para o MicroTrio e para um bloco grande, tradicional?
Só o tamanho das peças. O desafio em termos de criação é o mesmo. Como se trata de um ótimo produto, tenho o prazer de fazer parte disso.
Como você acha que as pessoas vão reagir à sua criação?
Espero que elas curtam! Que brinquem com aquele objeto, que se juntem formando novas famílias e brinquem com a diversidade – e que, quando cansar, passe para outros.
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